
A Transitar: Um Eclipse Pelo Equinócio
ASTROLOGIA
9/21/20253 min ler



E eis que chegámos ao fim (oficial) do Verão coincidindo este este ano com o fim da época de eclipses. Hoje temos o último eclipse solar total com Sol, Lua e Nodos no eixo Virgem-Peixes. O próximo é só daqui a nove anos, em Setembro de 2034, portanto espero que tenham aproveitado esta janela de oportunidade para limpezas e arrumações de todo o tipo, em especial aquelas mais profundas, de que falei por altura do eclipse lunar.
Se se libertaram de todos os pesos desnecessários, encerraram capítulos que já se prolongavam há demasiado tempo, largaram aquele trabalho que já não vos dizia nada, aquele hábito ou vício que vos roubava energia e foco, puseram fim àquele relacionamento tóxico que ainda aceitavam, ou deitaram fora toda a tralha que tinham guardado ao longo dos anos, parabéns! É um excelente uso desta energia. Se não fizeram nada disto e continuam agarrados às velhas coisas, ideias, padrões, hábitos, relacionamentos, etc, a boa notícia é que vamos sair da época de eclipses mas que ela não sairá de nós com a mesma facilidade.
O impacto de um eclipse estende-se por norma nos seis meses seguintes ao fenómeno ou, pelo menos, até à próxima época de eclipses. E como em Fevereiro do ano que vem o Sol e a Lua já estarão em Aquário (que é muito mais despreocupado em relação a estes temas da ordem e da higiene) temos na prática cinco meses para completar as "faxinas" iniciadas (mesmo que só ao nível da intenção) nesta potentíssima época de eclipses que agora finda.
O eclipse de hoje tem um sabor especial a fim, a despedidas e a fecho de ciclos por vários motivos:
Ocorre no último grau de Virgem, o grau anarético, onde a energia de um signo se hiper-intensifica e ao mesmo tempo se prepara para a transformação que o signo seguinte representa.
O Sol e a Lua estão conjuntos ao Nodo Sul que simboliza tudo o que nos é familiar, as lições já aprendidas, o conhecimento que já dominamos, a chamada “zona de conforto”. Mas também as crenças mais arreigadas, as certezas absolutas, todos os automatismos e tudo aquilo que nos impede de avançar, de arriscar, de experimentar a existência em novos termos. Está ainda ligado ao karma, à ancestralidade, às vidas passadas. É, em suma, a bagagem que trazemos para esta experiência. Ou como aqueles sacos de areia que fixam um balão de ar quente ao solo e que existem apenas para serem lançados quando chega o momento de descolar.
Ao encontrarem-se, Sol e Lua, no último grau de Virgem perto do Nodo Sul, é como se nos convidassem a largar esses sacos de areia, o peso que nos impede de subir simbolicamente em direcção ao que é o nosso propósito evolutivo, representado pelo Nodo Norte que será protagonista na próxima época de eclipses, em Fevereiro/Março de 2026.
Por fim este eclipse marca ainda a despedida do Verão. E corresponde ao meio do ano para quem sente que o ano começa no equinócio da Primavera. É pois um momento adequado a balanços, a avaliar o que nos trouxeram os últimos seis meses, a agradecer pelo caminho percorrido, pelas lições aprendidas, por tudo o que conquistámos ou que simplesmente recebemos da imensa generosidade da Vida.
E, como em qualquer fim, também aqui se anuncia um início, ou não fosse hoje tecnicamente uma Lua Nova. Sendo que um eclipse solar é sempre como que uma Lua Nova em esteróides, com um potencial de manifestação amplificado. Ide pois escrever vossas intenções para os voos dos próximos meses, cortadas que estão as cordas que prendiam ao balão os sacos de areia. Podem ser sonhos aparentemente inalcançáveis (afinal o Nodo Norte está em Peixes e até temos Saturno a retrogradar por lá agora). Mas é importante fixar esses sonhos em palavra escrita, convidando-os à materialização.
Para além dos objectivos próprios de curto, médio e longo prazo, é interessante escrever também objectivos para o colectivo, o que gostaríamos de ver manifesto no mundo, na humanidade. Sonhar com arrojo e ambição um salto de consciência partilhado e participado por todos (ou por todos os que o quiserem dar, vá). Impossível? Apenas se não largámos ainda os tais sacos de areia do medo e da falta de fé. É cortar essas cordas então que uma época de eclipses como esta não se repete.
Bons trânsitos!
